Viagem ao Centro do Sol - LIVRO 1 - A ERA DO APRENDIZADO

Contra capa

Sentado em sua varanda, o Velho Homem da Cadeira de Balanço relembra sua jornada de 117 anos neste mundo, e de sua incessante busca pelo Sentido-da-Vida.
O ano é 2077.
 E neste dia do seu aniversário redescobre-se em sua própria história ao lembrar ao máximo o que pudesse do que passara. Era algo que fazia há muitos anos nesta data, para manter alguma lógica na sequência daquilo que lembrava ter sido sua longa vida. 
Sua primeira tentativa de existir foi em um Seminário, e por um tempo isto foi bom.
Depois ensinou filosofia por toda uma vida profissional.
No ápice de sua glória profissional, vendeu livros mais do que poderia supor.
Então, guiado por seu Mestre-Espiritual, visitou o Sábio-da-Montanha Mais Elevada com quem fez um passeio em uma esfera de luz pelo Cosmos, saindo da Terra, passando pelo Centro-do-Sol e indo ao Décimo-Segundo-Planeta deste sistema solar em um universo metafísico.
Lá, visitam o Templo-do-Infinito, um lugar em uma Dimensão Eletrônica, uma espécie de berçário Divino, aonde aspirantes a Grandes-Deuses, Regentes-de-Quadrante e outras Patentes Divinas de grande e relativa grandeza entre si, treinam suas capacidades existenciais nestas Salas antes de irem Criar por aí no Universo do Inefável. Nesta Dimensão, tais Entidades manipulam ou somente assistem à história de qualquer parte do Passado em que se preste a atenção, desde os tempos da existência do Espaço-Virgem.
O Velho Homem da Cadeira de Balanço e o Sábio da Montanha Mais Elevada observaram a ação de algumas destas Entidades na fundação da Realidade Terrestre, quando alguns Símios foram Abduzidos e modificados geneticamente de acordo com os projetos dos Seres-Alvos, espécies de engenheiros autônomos que viajam o Universo a trabalhar para os Regentes-Planetários. Descobriu que a Natureza é apenas um veículo para a evolução. E a Humanidade já tinha a chave disto em 2077. O que chamam de Elo perdido é apenas um tubo de ensaio no dorso de Naves chamadas Besouros-Albinos.
E eles vêem a história humana na terra desde este principio, até a Revolução Francesa, quando entendeu porque os Donos-do-Mundo iriam querer encerrar a humanidade em Redomas na década de 2050. Em sua primeira viagem em busca do Sentido da Vida descobriu mais respostas em si do que poderia imaginar. Viu-se menos carente por conta do que não compensa ou do que não pode ser mudado, embora nunca mais tenha se visto completo após algumas perdas destas que todo mundo chora ou contempla conforme sua capacidade em algum tempo da vida na Terra. 
Havia perdas terríveis, havia conquistas fantásticas. Muitas coisas não estão na Mente quando se quer explicação sobre as coisas do mundo Sensorial, e mesmo assim o Velho Homem da Cadeira de Balanço precisava saber a verdade.
Com isto o Velho soube que poderia ser melhor, por isto também viveu tanto.
Ele pensou que estava certo em doar algum tempo a si mesmo. E que deveria ter feito isto antes. Por isto parava para ouvir sua própria história todos os anos no dia de seu aniversário. Ajudava a manter a sanidade, segundo ele.
E esta é apenas a primeira das três grandes viagens em busca do Sentido da Vida.

Journey to the Center of the Sun - BOOK 1 - THE AGE OF THE LEARNING

 
 
 
Back cover

Sitting on his porch, the Old Man of the Swing Chair recalls his 117-year journey in this world, and his incessant quest for the Sense of Life.
The year is 2077.
 And on this day of his birthday he rediscovers himself in his own history by reminding himself as much as he could of what had happened. It was something he had been doing for many years now, to keep some logic in the wake of what he remembered as his long life.
His first attempt to exist was in a Seminar, and for a while that was good.
He then taught philosophy for a lifetime.
At the height of his professional glory, he sold more books than he could have guessed.
Then, guided by his Spiritual Master, he visited the Higher Mountain Sage with whom he took a journey in a sphere of light through the Cosmos, leaving the Earth, passing through the Sun-center and going to the Twelfth Planet Of this solar system into a metaphysical universe.
There, they visit the Temple of the Infinite, a place in an Electronic Dimension, a sort of Divine nursery, where aspirants to Great Gods, Quadrants and other Divine Patents of great and relative greatness to each other, train their capacities Existential in these Rooms before they go Create around in the Universe of the Ineffable. In this Dimension, such Entities manipulate or only watch the history of any part of the Past in which attention is given, since the times of the existence of the Virgin Space.
The Old Man of the Rocking Chair and the Sage of the Highest Mountain observed the action of some of these Entities in the foundation of Earth Reality, when some Simians were Abducted and modified genetically according to the projects of the Target Beings, species of autonomous engineers who The Universe travels to work for the Planetary Regents. He discovered that Nature is only a vehicle for evolution. And Humanity already had the key to do it in 2077. What they call Missing Link is just a test tube on the back of Ships called Albino Beetles.
And they have seen human history on earth since this beginning, until the French Revolution, when they understood why the World's Donors would want to shut down humanity in Domes in the 2050s.
On his first voyage in search of the Sense of Life he discovered more answers in himself than he could imagine. One has seen himself less needy on account of what does not compensate or what can not be changed, though he has never been complete after some of these losses that everyone cries or contemplates according to his ability at some time in his life on earth.
There were terrible losses, there were fantastic achievements.
Many things are not in the Mind when you want to explain things in the Sensory world, and yet the Old Man of the Swing Chair needed to know the truth.
With this the Old man knew that he could be better, so he lived so much.
He thought he was right to donate some time to himself. And I should have done this before. So he stopped to listen to his own story every year on his birthday. It helped maintain sanity, he said.
And this is just the first of three great journeys in search of the Sense of Life.