RESUMO › Parte 3

* I - O Centro do Sol (2070...)

Viagem ao Centro do Sol - a Trilogia do Sentido da Vida. * I - O Centro do Sol (2070...) Ainda sentados naquela pedra na Lua, em sua Viagem Astral os Velhos observaram que uma bela Esfera-Cintilante dourada se aproximava. Talvez o Velho sentisse...

Ainda sentados naquela pedra na Lua, em sua Viagem Astral os Velhos observaram que uma bela Esfera-Cintilante dourada se aproximava. Talvez o Velho sentisse pavor, se Seus Contatos não tivessem sido mais imediatos do que este. E o Sábio não parava de falar.
- No Passado o Tempo custou a correr, afinal as mudanças globais, perceptíveis em uma Vida inteira eram quase inócuas. Veja o que aconteceu na Idade Média, por exemplo. Hoje o tempo Urge, e bastarão estes seus meses de afastamento do Mundo em que vive para que veja o quanto as coisas mudaram. Você sabia que fora Deste seu Mundo o resto da sua raça esta se separando definitivamente daqueles de quem tem medo? Não... Você não sabe. E certamente não lembrará de perguntar até que chegue a hora. Mas isto não ocorrerá apenas em virtude de você estar aqui. Isto aconteceria com qualquer um. A Esfera-Cintilante dourada estava muito próxima agora. No entanto, mais próxima da que qualquer outra que o Velho tivesse visto. Este já era O contato. Então o Sábio perguntou, rindo-se do Velho. - Porque você está com esta cara? Não se assuste. Aquilo é uma Nave. Aqui ela ocupa a sua forma original de projeto. O Velho sabia que era uma Nave, mas agora ela estava a menos de trinta metros dos Velhos. - Na verdade esta Máquina foi desenvolvida pela Mente-Criativa da Sétima Dimensão do Décimo Segundo planeta, bem antes de o homem ter criado a Roda. Alguns daqueles que inspiraram os Magos da Sétima Arte no final do Século Passado, foram guiados telepaticamente pela mesma Estirpe Espiritual dos Seres que projetaram esta Esfera. E sei também que um dia, em breve, criaremos Máquinas de potencial semelhante, mas apenas voltada às coisas da própria Terra. Ao menos teremos consciência de não devemos deixá-la até que não a tenhamos Curado. E antes que eu me esqueça e você se assuste, quando iniciamos esta Viagem tinha em meus planos que iríamos até o Centro do Sol e lá mesmo estudaríamos o que temos de estudar. Naquele lugar há uma espécie de Santuário, chamado Sala do infinito, interligada às doze esferas, em seus sete níveis Dimensionais desde os tempos em que surgiram. Este lugar comporta Arquivos Históricos que dão conta de todos os fatos que ocorreram neste Universo desde a Grande Explosão que deu origem a Tudo. Lá está a História viva não apenas dos Doze Planetas em suas Sete Dimensões e de todas as Ligações existentes entre Elas, mas de Tudo o que houve durante Todo o Tempo desde a explosão da Esfera-de-Energia-Primeva. Mas Mestres do Quinto Plano me passaram a informação de que um Grande-Deus, do Décimo Segundo Planeta deste Sistema Solar acaba de terminar uma Pesquisa sobre o surgimento do Homem na Terra. Este é o registro mais atualizado que existe. Por isto iremos para lá.

* II - A Mente da Criação (atemporal)

E o Sábio ainda disse: - E não é poesia, por exemplo, o fato de a ciência afirmar que se o tempo da Criação deste Planeta tivesse sido a trezentos e sessenta e cinco dias antes do tempo em que vivemos, nós estaríamos neste momento no meio dia de trinta e um de dezembro? É ou não um bom Dia, o Último do Ano, para se fazer poesia? Apenas os Poetas sabem disto... Mas vamos ao que interessa no momento. Este ambiente todo é apenas uma espécie de Projeção-Mental-Densificada, mantida com Energia provinda diretamente da consciência altruísta do Grande-Deus-da-Criação. E estamos contidos nesta Projeção. Sonhei outro dia com o Brotar de uma Pirâmide. Mas era diferente das que se via nos Desertos da Terra. Era de Mármore. E diz-se que o Taj Mahal fora de Mármore antes de ser Pedra Também. ...Uma leve vibração na Terra... Nenhuma pedra cai sozinha do Despenhadeiro em que Está. E Bordas Materiais não eram mais vistas como um problema para a Entidade Humana naquele estado de Letargia em que viviam com tanta Luminosidade. A Humanidade aprendera a viajar para dentro de Si. Mas quando viu que já tinha Autoconhecimento, viajaria para onde precisasse mesmo que de Olhos Abertos o Tempo todo, como era nos Macacões-Dimensionais que usavam para se materializar em certas Realidades do Passado da Terra. No campo abaixo num Vale, uma ponta quadrada se mostrou como Pirâmide a brotar e crescer até tomar o Seu tamanho Físico inteiro, no meu Sonho. Complexos Edifícios em que se projetavam Dimensões existenciais inteiras, dentro das quais a Estudiosa Alma Humana deste e de outros Orbes vivenciavam as mais variadas Atitudes e Virtudes No principio as Pirâmides-de-Mármore eram várias e nunca estavam o Tempo todo num mesmo lugar. Depois de envelhecerem elas se tornaram poucas e enegreceram-se diante da Alma de Nilo. Hierarquicamente eram superioras aos Besouros-Albinos, mas se perdessem sua Brancura era sinal que o Tempo estava parando. A perda da Luz gerou o inicio da Ignorância. Esta gerou o Pânico e em seguida veio a Agressão. Se chegassem a se matar demais, em um tempo insignificante da Existência do Planeta a Raça Humana se destruiria e também Àquilo que Não criou, como se Isto não fosse importante para Aquele de quem derivam. O Mármore literalmente viraria Pedra quando o Tempo parasse, e o Ouro passaria a comandar a Alma Humana. Durante muito tempo se acreditou que as Pirâmides haviam sido construídas sobre onde Estavam. Na Verdade nasceram do chão, tal qual brota água da Areia no Oásis. E assim se mantiveram, até que perdurou seu valor existencial e recolheu-se ao seio da terra novamente, deixando de Ser no lugar que ocupou outrora lindos campos verdes Agora as Pirâmides-de-Mármore já não Existem desde que o Tempo Parou em Relação ao Tempo Cósmico. Deixaram de ser de Mármore bem antes donde os arqueólogos encontraram evidências do Governo das Múmias que As possuíram. E o resto da História fez-se como deveria ter-se Feito. O Universo em que estamos é um de seus Infinitos Arquivos de Estudos deste Grande-Deus que nos dá abrigo. O que vemos é fruto de um trabalho de pesquisa tão recente que sequer foi enviado ao Regente Responsável. Aqui não seremos ouvidos, vistos, e nem tocados, por ninguém. Portanto não há como alterar o Futuro, uma vez que na verdade, Ele É passado, caso alguma bobagem lhe passe pela cabeça. Tudo aqui já está escrito sem retornos. Ainda não é para Espíritos de nossa casta calcular os resultados de uma Retífica de Realidade. Estas ocorrem apenas para mudar o resultado de eventos extremamente indesejáveis. Mas não teremos acesso a tudo. Primeiro porque não temos Tempo e Depois porque nem tudo nos cabe saber, como o quê exatamente ocorre dentro do Besouro-Albino. Sei apenas que é um grande Laboratório genético. Como esta nau, há outras centenas, que viajam os Planetas das Sete Dimensões desde o Início dos Tempos. Seu trabalho é Semear experiências e desenvolver Micro-Simulacros, em Macro-Simulacros, que serão habitados por Almas geradas pelos Grandes-Deuses-da-Criação , tendo tais casulos Espíritos Reencarnantes ou não. Seus tripulantes são os Criadores, nesta Dimensão, dos Três Reinos que A Compõe. Tal trabalho é feito em nome Daquele que ocupa o Cargo de Regente-Supremo de cada Planeta que Eles visitam, mas estão sempre subordinados aos Grandes-Deuses-da-Criação. Outros povos já pisaram a Terra antes da Raça Humana, já dizia Kardec. Num outro ano de nossas Existências eu lhe mostrarei algo sobre Isto. Alguns destes povos foram egoístas e mesquinhos, e não se cabendo a tendência evolutiva desejada por Seus Criadores, tiveram a Memória-Existencial Deletada da Consciência-Suprema que os regia. Outras destas Consciências simplesmente retiraram seus protegidos deste orbe com muita tristeza no Coração pela perseguição que sofreram dos Homens da Cruz. A maioria dos Povos do Passado foi destruída de Maneira Natural pelo Tempo, e às vezes, junto de todos os seus Deuses, cresceram espiritualmente e se livraram do peso impingido por esta Realidade, elevando-se a outros Níveis existenciais menos densos. Mas todos os Vestígios dos Mundos Passados foram apagados - como os Nossos serão um dia, para que as Civilizações vindouras pensem ser filhos Únicos e Iguais a seus Criadores quando tudo recomeçar. Este pensamento da Unicidade Divina até se coube a educação de algumas crias, em outras esferas, mas na verdade, no momento de uma Concepção nunca a Cria será igual ao seu Progenitor, corporal ou espiritualmente. E talvez nunca venha a sê-lo. Esta igualdade apenas vem parcialmente com tempo e muita dedicação, mas nunca de forma integral. Senão seríamos todos iguais e perderíamos o valor de nossa peculiaridade.

* III - Deuses que Tentavam crescer (passado)

No Princípio, quando o Regente-Supremo assumiu esta Criação, Ele achou que fosse natural que os homens combatessem entre si, e entendeu tardiamente em sua complacência que os Deuses- Menores que guiavam Sua Obra criaram desafetos entre si por Amarem demais Suas próprias Crias, e não a Obra como um todo, como deveria Ser. Depois de certo tempo viu que era apenas desafetos era o que criavam, e com muita crueldade. Nos raros tempos de paz na Terra não havia margem para que a Humanidade, animalizada por Aqueles que A guiavam, Aprendessem o valor do Respeito e do Amor pelo seu Próprio. Seus Corações estavam cada vez mais impregnados de desejos que os desumanizavam a cada dia. A promiscuidade era crescente, e a preocupação maior de todas era o fato de que raros irmãos tinham o mesmo pai. E grande parte da Humanidade era fruto de violência sexual. Homens não cuidavam de crianças e mulheres naqueles tempos. E Nem mesmo falso moralismo havia aqui. O problema foi mesmo concernente a falta de Amor que as Crianças, mais ou menos, sentiam. Quase não havia Amor a ser dispensado aos Pequenos, que passavam uma vida sem sequer ouvir termo semelhante, ou qualquer manifestação relativa a este Sentimento. A maioria das pessoas daqueles tempos, mesmo na velhice, talvez tivesse sido amada sequer pela própria Mãe. Quando cresciam, se o Ambiente lhes permitisse a Existência Adulta, apenas perpetuavam mecanicamente este ciclo. - Então, depois de ter de sussurar ao ouvido do Homem de Shurupak, o Regente-Supremo daqueles Tempos realmente pensou se valia a pena continuar fazendo Sua obra sofrer tanto em tempos de Guerra para que nada aprendessem depois em tempos de Paz. Alguns Deuses de Quadrantes, que realmente não eram maus, ficaram preocupados enquanto outros ficaram furiosos com os Homens por esta Sua incapacidade de Amar a quem quer que fosse. Mais tarde os Deuses amaldiçoaram a Humanidade com doenças, na esperança de que Seres sem Amor deixassem de ser concebidos. Mas o sucesso de tal plano simplesmente não ocorreu, e além de Seres indesejados, uma desregulagem genética fez com que nem todos os Humanos que nascessem daí para Frente fossem perfeitos. A crise apenas se agravaria. E não houve mais como corrigir certos erros. Algumas civilizações que estavam irrecuperavelmente perdidas, pela primeira vez na História deste Tempo, foram varridas da face da Terra, junto de seus Deuses-Menores, por meio de catástrofes pluviais, e explosões fenomenais, que também se tornaram lendas. O uso da coerção pelo medo e pela força, por parte dos Regentes-de-Quadrante começaria efetivamente aqui. Porém a Maldade e a Intriga já haviam se disseminado como uma praga entre os Corações Humanos. E algo deveria ser feito. O Regente-Supremo pediria ajuda.

* IV - O Falso-Regente (70...)

E o Sábio disse sobre o Traidor do Regente. - Assim o tempo passou, e o Falso-Regente apenas observava, e administrava o Mundo sem tomar partido que ameaçasse o Equilíbrio da Cruz que segurava. Seguia conforme os ventos o levassem. Ele não queria converter os Homens antes, para obter sua Fé depois com fatos miraculosos, como era o plano inicial. Ele queria uma oportunidade de chocar os homens antes, para provar-lhes quanto Poder Detinha, e arrebanhá-los depois por este Poder, que acabou mostrando-se bem mais malévolo do que apenas a Sua Violência e Cegueira deixavam desvelar, impedindo-o de medir a Soberba que ostentava. O Falso-Regente queria ter a seus seguidores, apesar de jamais ter admitido isto tão abertamente, como Escravos que produziriam uma Realidade em que o que chamamos de Livre-Arbítrio estaria ligado total e diretamente aos desejos de Dominação Seus e de Suas Hierarquias. O Falso-Regente acreditava em um plano próprio de desenvolvimento e apostou tudo o que tinha neste Plano. As informações que chegavam até os Superiores do Regente-Supremo Verdadeiro eram todas distorcidas, e até hoje estes Mestres devem estar pensando que somos um sucesso, e temos paz em nossos corações. -O Falso-Regente assumiu o controle sobre tudo. Inclusive sobre o tráfego de informações com outras Dimensões e Mundos. Nesta época um grande Campo de Energia cobriu a Terra. Depois disto poucas Naves foram vistas cruzando os Céus novamente, em comparação aos tempos da Antigüidade. Este campo de Energia foi o meio encontrado por estes Deuses malévolos para que Seres de outras Realidades não adentrassem a Terra alterando sua Configuração. Afinal o Falso-Regente jurara pela própria Honra que tudo estava bem, e que não era necessária qualquer intervenção externa. E seus superiores confiaram que a Humanidade estava Feliz, enquanto seus subordinados fariam Isto parecer Verdade. O Verdadeiro Regente-Supremo teve de calar-se senão quisesse ver tudo destruído definitivamente. Nunca sofrera uma chantagem tão vil. Este campo energético servia também para que consciências elevadas na Terra não enviassem pedidos de ajuda denunciativos, e acabou tornando-se uma espécie de alfândega de informações em que tudo o que entrasse e saísse, seria cuidadosamente selecionado para que o Poder do Falso-Regente se mantivesse como estava. Mas isto não iria muito além dos tempos da queda da Bastilha. Então o Sábio se calou por mais alguns instantes. Enquanto viam tudo como se estivessem num planetário.

* V - A Obra da Miséria (2020...)

- Por fim a Obra Humana, de uma forma geral, em toda a carga inominável de sentimentos que guarda em seu coração, pôde parar para pensar sobre Si depois da Virada do Milênio. Mas acabou pensando apenas em Si, e em mais Ninguém ou Algo, e sob este modo de agir pensaram estar resgatando um Mundo que lhe pertencia antes. E todos quiseram tomar conta de tudo aquilo que podiam na maior quantidade possível, e no menor tempo necessário. Sem saber por quê. Até hoje alguns ainda se perguntam sobre a responsabilidade acerca da Miséria em que se viu a Humanidade na primeira metade deste século.
A culpa está no egoísmo que Todos Temos, que assusta tanto os Outros, que acabam se tornando mais egoístas do que nós pelo Medo de ficarem sem nada. Nisto Reagimos sendo ainda mais Egoístas também. E alguém não terá nada. Se continuarmos a viver em uma situação perfeita e única de parasitismo como a que vivemos, logo a Humanidade, enquanto raça, fenecerá, pois o planeta, antes de ser apenas uma esfera a girar no espaço, É um Ser Vivo, com uma Alma formada por Nossas Almas. Parte indivisível de nós. Onde vivemos nosso principio meio e nosso fim. Talvez nunca a Humanidade de antigamente, enquanto raça, tenha passado por períodos tão conturbados de existência quanto aqueles que correram nas Duas Primeiras Décadas Deste Milênio. Talvez isto não tenha acontecido nem mesmo na Idade das Sombras, quando paramos obrigatoriamente a contemplar uma presença maior do que a nossa própria Sombra... - Talvez nem mesmo nos períodos mais críticos da nossa história, quando a Guerra Fria parecia iminente diante das demonstrações de poderio das duas grandes potências mundiais, a Humanidade tenha passado por períodos de tanta crise. Naqueles Tempos a destruição do que existe sobre o Mundo não era responsabilidade de ninguém que não fossem os Seus Dirigentes. O Homem assistia passivamente o desenrolar da história, sempre de modo distante e tocado pela dúvida acerca de para aonde correr inutilmente quando se visse um cogumelo. A miséria humana naqueles tempos era causada pela total passividade das sociedades ante aqueles que as governavam. Aquela geração viu o tempo passar... Dez, vinte anos... E nisto seus temores deixaram de Ser algo além de histórias com as quais ninguém mais se importa. A Humanidade que pisou o Velho-Mundo viveu em absoluta circunstância de Miséria, mas não apenas Relativa à Sua passividade diante daquilo que corroia o Mundo, e sim diante do desejo de ter, a qualquer custo, parte de Algo que em breve deixaria de existir. E não se tratava, tal Miséria, daqueles Tristes que viviam em Realidades de Pobreza e Violência, com a qual aprenderam a se acostumar por meio da boca da mídia da época. Não ainda a Miséria daqueles Seres Imaginários, estampada em folhas de jornal e telas de televisão, que chamavam seu público por meio da Mídia mais Miserável ainda que a Explorava. Era uma Miséria mais extensa... Mas havia outra pior, mais profunda... Gerada por estas duas a que me referi. - Uma É miséria velada, carregada pela Alma de cada um Daqueles que não conhecemos, mas que não Existiam neste Mundo com nenhuma outra finalidade que não fosse trabalhar para ganhar dinheiro e não passar fome. Eram pessoas colocadas pela Ordem Social, e pela própria descrença no Espírito de Iniciativa, numa situação quase que animalesca de vida, simplesmente porque não havia perspectiva que lhe fizesse acordar pela manhã, que não fosse matar sua própria fome ou a de seus Filhos. Porque o que caracteriza o Espírito Humano, é justamente a capacidade de, com sua Inteligência, poder Amar e Criar perspectivas de melhoramento Moral, Pessoal e Social, numa tentativa talvez impossível, mas não inválida de se aproximar de quem o criou em sua suma Sabedoria e Amor também. E nada que se aprenda será inútil. A memória inevitavelmente é cobrada pelo tempo... E não haverá dia em que nada se aprenda. Mesmo que seja por meio daquilo que já se sabia desde sempre, de maneira inexplicável. Mas não era ainda a este tipo de Miséria que rebaixava o Homem da sua condição de Humano a que quero me referir apenas, aqui. Há outra ordem de Miséria que não é tão grave, mas que pode ser bem mais profunda. Como aquela que gera suicidas que não se matam. Triste, Silenciosa... - Mesmo sendo fruto da Realidade excludente que o Homem Moderno escolheu para viver, esta Miséria era tão democrática quanto o ignóbil ato de se votar obrigatoriamente. Era uma Miséria tão profunda que não distinguia cor, religião, sexo, ou classe social. E ainda existe hoje, de maneira explícita nos olhos de todos aqueles que passam na rua e visivelmente não exprimem qualquer brilho em seu olhar. Como tem gente infeliz neste Mundo... Estas Almas sem sonhos, por vezes não dependem da estruturação material que detém. Mas necessitam que se preencha, de maneiras incógnitas, o Vazio de sentimentos e de emoções que Toca as suas Almas, para que percebam que nem todo descontentamento é, em verdade, infelicidade. É o Pobre que gostaria de estar no lugar do rico apenas para ostentar, mas não para ter segurança para si e para seus filhos. É o rico que gostaria de estar no lugar daquele que tem saúde, e não para poder fazer mais por quem o cerca, mas para poder ganhar ainda mais dinheiro. É aquele que tem saúde e gostaria de ficar doente - quando não fica – apenas para que os que o cercam lhe dêem alguma atenção. É aquele que tem a atenção dos que ama, mas que mesmo sem perceber se apavora tanto com isto, que jamais consegue dizer o quanto estas pessoas são especiais, e muitas vezes acabam sufocadas por sentirem-se tão amados. E não conseguem ser felizes, sem perceber que é apenas porque não sabem dizer que amam. São tantos, que se importam com coisas tão pequenas aos olhos comuns, que qualquer julgamento seria sumário se não se compreendesse a ânsia destas Almas por coisas que apenas alguns no Mundo todo poderiam compreender. São espécies de misérias que apenas acabam quando se encontra tesouros escondidos na própria Alma.

* VI - A Ilha-Mãe e os Imortais (passado)

E o Sábio da Montanha disse ao Velho Homem da Cadeira de Balanço: - Quero que saiba ainda que preservarei nossa amizade como um dos grandes tesouros de minha vida. Lembre de seu passado, e verá em cada ex-melhor amigo uma boa lembrança em um ponto determinado de sua existência. Assim você será: o melhor amigo que eu tive nesta fase de minha vida. É assim que eu o verei. E é uma pena que não tenhamos mais tempo. Nem todos os Amigos se pode carregar para sempre no Coração. E assim, sob muito trabalho, os Velhos passaram o resto daqueles dois meses. Apenas estudando e aprendendo. Como o Velho podia controlar a passagem de tempo fora do corpo, bastante coisa podia estudar, mas não muito tempo passou assim. Aprendeu sobre muitas coisas, sendo que os pontos de maior interesse eram relativos às antigas civilizações terrestres. Principalmente sobre os Imortais da Ilha-Mãe. Muita pesquisa sobre este tema foi feita e ao final dos dois meses o Velho Homem da Cadeira de Balanço tinha conhecimentos fabulosos sobre isto, adquiridos nos registros da Quarta Dimensão. Em breve, depois de cumprir seu trato com o Sábio da Montanha, tudo seria publicado. Com o mesmo nome, mas não com o mesmo conteúdo. Esta parte seria o grand finale que faltava àquilo tudo. Isto fez o Velho ficar aliviado, porque pelo menos alguma coisa daquilo teria seu dedo, e, pelo menos esta última parte, também era Obra sua. Do final do contato com o Sábio a lembrança mais marcante para o Velho era a descida da montanha silenciosa, quando apenas num olhar dizia adeus ao Mestre e Amigo, no mesmo instante em que sentia a neve caindo na face. Sentado na cadeira de balanço o Velho ficou feliz, porque pensou que teria vivido a vida com dois grandes amigos verdadeiros: o Filho e o Sábio, um em quase uma Vida toda, outro num breve instante desta Vida. Mas ambos foram os melhores. Então o Velho pensou que a manhã daquele dia que precedia seu aniversário havia corrido rápida, e o horário de seu almoço já passara. O Velho iria fazer uma refeição. Depois voltaria à Cadeira de Balanço. Ainda tinha muito que lembrar de sua vida. Queria ainda relembrar da Grande Tartaruga e da Grande Árvore. Os Mestres mais fantásticos que alguém poderia ter tido. Com certeza. Quando voltou para sua Metrópole, no ano de Dois Mil e Quarenta e Três, para o apartamento em que vivia com o Filho, começou a redigir todo o material que trouxera consigo da Montanha. Em que vivia o Sábio. Este tempo passou bem rápido e quando viu o Velho Homem da Cadeira de Balanço tinha honrado seu compromisso com muito sucesso. O trato com o Sábio da Montanha Mais Elevada havia sido cumprido. Era triste, mas nada Agora bastaria ao Velho Homem da Cadeira de Balanço além de seguir seu caminho solitariamente nas outras viagens que empreenderia para compreender o Sentido de sua Existência.

* capítulo sete - O Breve descanso (ano de 2077)

Desconfiado disto, o Velho queria saber se a Vida não era o Sonho de uma parte de Si que dormia em outra Dimensão.
Apenas as Lendas do Velho-Mundo sobreviveram para não terem que dar todas as respostas agora. Talvez apenas para provar que tudo o que se torna Lenda não se faz em vão.
Tudo estava muito estranho naqueles idos, mas isto tudo virou Obra escrita após o Velho retornar da Viagem em que conheceu a Grande Tartaruga.
Veriam o Big Bang.
Sabia que sua existência seria Amável ou Odiada, com espaço para ambas entre seu Nascimento e o Dia de sua Morte.
Agora o Velho dormiria por alguns minutos para descansar um pouco...

Voltar para Resumo